quinta-feira, 29 de maio de 2008

Concepção de Dança




“Que aconteceria se, em vez de apenas construirmos nossa vida, tivéssemos a loucura ou a sabedoria de dançá-la?”
Pergunta Roger Garaudy em seu livro "Dançar a vida".



A dança é um modo de existir.
Não apenas jogo, mas celebração, participação e não espetáculo, a dança está presa à magia e à religião, ao trabalho e à festa, ao amor e à morte. Os homens dançaram todos os momentos solenes de sua existência: a guerra e a paz, o casamento e os funerais, a semeadura e a colheita.
A própria palavra dança, em todas as línguas européias - danza, dance, taz - , deriva da raiz tan que, em sânscrito significa “tensão”. Dançar é vivenciar e exprimir,com o máximo de intensidade, a relação do homem com a natureza, com a sociedade, com o futuro e com os seus deuses.
Dançar é antes de tudo, estabelecer uma relação ativa entre o homem e a natureza, é participar do movimento cósmico e do domínio sobre ele.
(Garaudy, 1980:13-14)
Dança em Biodança tem esse sentido. É movimento harmonioso pleno de sentido. Nas sessões de Biodança são propostos movimentos corporais semi-estruturados que, induzidos por música, promovem a dança. Trata-se um padrão, dentro do qual existe o espaço necessário à expressão da singularidade do praticante.
Busca-se o movimento integrativo, a dança orgânica, carregada de emoção e sentimento. Para Toro (2002:14) “movimentos capazes de incorporar harmonia musical, gestos arquetípicos, feito em profunda ressonância com o cosmo”.
A dança não é apenas uma atividade lúdica (embora o seja também), mas uma necessidade de expressão e de vinculação com a vida.

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